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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Grande Espumante


Tempos atrás fui apresentado aos espumantes da Cave Geiss dentro de uma degustação de vinhos espumantes. Mesmo em meio a inúmeros rótulos, inclusive de Champanhe, sua versão Nature me chamou muito a atenção.
A Cave Geiss é considerada das melhores produtoras de espumante do Brasil e sua linha Top (Terroir) já bateu champanhes famosos em degustações cegas. Recentemente um grande amigo, que servirá espumantes  dessa vinícula em seu casamento  e esteve em Pinto Bandeira e me  presenteou com uma garrafa.

Sou suspeito pois gosto de espumantes muitos secos, e nesse exemplar não é inserido licor de expedição no momento do dégorgment* fazendo com que o nível de açúcar se aproxime de 0. A ausência de açúcar faz com que as harmonizações sejam muito amplas e fáceis.

Esse vinho é feito pelo método Champenoise (tradicional) com 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir e amadurece pelo menos 24 meses.

Abri a garrafa para acompanhar uma entrada.

Olhos: Palha, com perlage intenso nos primeiros segundos, passando a um elegante, fino e persistente.

Nariz: Boa complexidade. Aromas de pão (leveduras), mel, frutas secas, bastante mineral, um pouco de frutas brancas tropicais ( abacaxi, maracujá).

Boca: Super seco. Devido a ausência de açúcar e sua mineralidade, parece até salgadinho. Corpo médio, ótimas acidez e persistência.

A Entrada: segui uma receita publicada no site Gastrolândia da jornalista Ailin Aleixo (
www.gastrolandia.com.br). Queijo Camembert com crosta de amêndoas e mel. No meu caso acabei usando queijo Brie com pistache, castanha do Pará e de caju.



Harmonização: Neste caso a harmonização por semelhança foi levada a níveis extremos. Os aromas do vinho correspondiam perfeitamente a mistura do mel com as amêndoas. Já a acidez e textura do vinho equilibraram com a leve untuosidade e textura do queijo. Uma delicia, extremamente simples e de resultado divino.


Experimentem!!!


* É um passo no processo de vinificação de vinhos espumantes no qual o depósito de leveduras no gargalo da garrafa é expulso pela pressão interna.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Degustação de Espumantes



        Essa semana estive em uma degustação de espumantes. Como não tenho muita familiaridade com eles, foi muito bacana rever coisas que estavam meio esquecidas, e aprender muitas coisas novas. Porém o mais interessante foi poder degustar, ao mesmo tempo, 5 tipos diferentes de espumantes, o que deixa muito mais evidente as diferenças entre eles.
        Para aqueles que não sabem (os que sabem, podem pular os próximos 3 parágrafos) as bolhinhas dos espumantes (perlage) são provenientes de uma segunda fermentação fechada, que incorporar o gás carbônico produzido pelas leveduras ao vinho.
         Os espumantes podem ser classificados quanto ao seu método de produção. No tradicional ou champenoise, a segunda fermentação ocorre no interior da garrafa, enquanto que no método charmat ela ocorre em tanques de inox.
         Eles podem ser classificados também segundo a quantidade de açucares presente. Em ordem crescente de açucares e partindo de zero, temos: Brut-Nature; Extra-Brut; Brut; extra seco; Seco ou Sec; Demi-sec e doce
         Na degustação provamos 1 espumante Brut e um Nature nacionais feitos pela técnica champenoise. 1 doce e 1 rose Franceses da Córsega, feitos pela técnica Charmat, e 1 Champanhe.
         Meu gosto pessoal sempre tendeu a uma quantidade menor de açúcar, portanto os nacionais me agradaram muito, principalmente o Nature, que além de ter aproximadamente zero de açúcar apresentava uma complexidade de aromas instigante.
         O espumante doce, feito da uva Moscatel, era extremamente frutado apresentando nítido aroma de lichia e é um ótimo companheiro para sobremesas, principalmente as feitas de frutas.
No Rose foi interessante perceber a discreta presença dos taninos.
         Finalmente, o Champagne. De cara já pude observar um perlage muito elegante e contínuo. No nariz se apresentou muito interessante, cítrico e mineral. Na boca, encorpado e persistente, com frutas amarelas e brancas, porém sem exageros.
          Os espumantes Brasileiros são reconhecidos mundialmente, e via de regra usam o mesmo corte dos vinhos de Champagne. Entretanto na comparação o Champagne me pareceu um produto melhor acabado, sem arestas, mais equilibrado e mais complexo. Contudo devemos levar em consideração que se tratava de faixa de preço/qualidade diferente, onde os nacionais custavam em torno de R$70,00 e a Champagne R$350,00.
          Por fim sinto-me mais seguro para escolher os vinhos espumantes que acompanharão meu fim-de-ano e as melhores maneiras de harmonizá-los.
          Nunca é demais lembrar que se você não está no pódio de um GP de Formula 1, não se deve agitar o vinho espumante e a remoção de sua rolha deve ser a mais discreta possível para preservar o gás carbônico. Caso seja um piloto frustrado, sugiro uma boa Espuma de Prata ou Cidra.

Os vinhos degustados foram:

Espumante Angueben Brut – Vale dos Vinhedos, Brasil
Espumante Cave Geisse Nature – Pinto Bandeira, Brasil
Lips Moscatel – Córsega, França
Lips Rose – Córsega, França
Champagne Fleury – Champagne, França