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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cattier Brut Antique




Esse foi meu brinde de réveillon!!!


Transcrevo aqui a descrição e breve ficha técnica presente no site do Importador.

Região: Montagne de Reims, Champagne, França.
Composição: 40% Pinot Meunier, 35% Pinot Noir e 25% Chardonnay (todos vinhedos "premier cru").


Cor: Amarelo ouro brilhante.
Aroma: Complexo aroma de frutas brancas e cítricas, flores seguido por toques de frutas secas e brioche.

Paladar: Bom corpo, textura macia, ótimo equilíbrio e final persistente.

Afinamento: A segunda fermentação alcoólica ocorre dentro da própria garrafa (método Champenoise). Tempo de sur lie: 36 meses.

Temperatura: 06ºC - 08ºC

Compatibilização: Aperitivos, canapés, ostras, salmão defumado, frituras, cozinha asiática, sushi e sashimi. Pratos a base de molhos cremosos


Minha percepção do vinho:


Olhos: Lindo amarelo dourado. Perlage abundante e com bolhas um pouco maiores que esperava, porém de boa constância.

Nariz: me saltou muito os aromas de pera e pêssego, um toque mineral e fermento bem discreto, apesar dos 36 meses de autólise.

Boca: Inicialmente o gás carbônico me pareceu um pouco agressivo no palato, mas após poucos minutos na taça deixei de sentir. Medio corpo, boa acidez, sem perder a untuosidade. Média persistência.


Uma Bela opção aos Clássicos Veuve Clicquot e Moët & Chandon, na mesma faixa de preço.




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Espumante Português






     Nunca havia experimentado um espumante português. Além disso me instigou muito o fato dele ser produzido a partir de castas autóctones (nativas), sendo elas: Malvasia Fina e Malvasia Rei. O vinho em questão é o ESPUMANTE BORLIDO RESERVA BRUTO BAIRRADA, sendo que o bruto é a versão lusitana do “brut”. Não trata-se de um vinho caro, custa em média R$ 60,00 tendo sido adiquirido pelo site todovino.com.br.


Olhos: o espumante tinha uma cor mais intensa, sensivelmente mais dourado do que estou acostumado a ver em espumantes, sua coloração se assemelhava a um Chardonnay barricado. Seu perlage não era muito fino e sua intensidade reduziu muito os primeiros minutos.


Nariz: Senti um aroma de pão ou fermento que característicos da técnica champenoise, entretanto esse vinho é produzido pela técnica charmat (ver post “degustação de espumantes”). Percebi também frutas tropicais como abacaxi, e um leve toque mineral.


Boca: apresentava um bom corpo e boa acidez, muito refrescante com notas de abacaxi e lichia, porém tinha final curto e com leve amargor.


     Trata-se de um espumante interessante, saboroso e refrescante, porém bastante rústico, sem a complexidade de aromas e sabores dos exemplares de Champagne.


     Sem sombra de dúvida vale a pena experimentar inclusive para aumentar o repertório de vinhos espumantes.





quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Degustação de Espumantes



        Essa semana estive em uma degustação de espumantes. Como não tenho muita familiaridade com eles, foi muito bacana rever coisas que estavam meio esquecidas, e aprender muitas coisas novas. Porém o mais interessante foi poder degustar, ao mesmo tempo, 5 tipos diferentes de espumantes, o que deixa muito mais evidente as diferenças entre eles.
        Para aqueles que não sabem (os que sabem, podem pular os próximos 3 parágrafos) as bolhinhas dos espumantes (perlage) são provenientes de uma segunda fermentação fechada, que incorporar o gás carbônico produzido pelas leveduras ao vinho.
         Os espumantes podem ser classificados quanto ao seu método de produção. No tradicional ou champenoise, a segunda fermentação ocorre no interior da garrafa, enquanto que no método charmat ela ocorre em tanques de inox.
         Eles podem ser classificados também segundo a quantidade de açucares presente. Em ordem crescente de açucares e partindo de zero, temos: Brut-Nature; Extra-Brut; Brut; extra seco; Seco ou Sec; Demi-sec e doce
         Na degustação provamos 1 espumante Brut e um Nature nacionais feitos pela técnica champenoise. 1 doce e 1 rose Franceses da Córsega, feitos pela técnica Charmat, e 1 Champanhe.
         Meu gosto pessoal sempre tendeu a uma quantidade menor de açúcar, portanto os nacionais me agradaram muito, principalmente o Nature, que além de ter aproximadamente zero de açúcar apresentava uma complexidade de aromas instigante.
         O espumante doce, feito da uva Moscatel, era extremamente frutado apresentando nítido aroma de lichia e é um ótimo companheiro para sobremesas, principalmente as feitas de frutas.
No Rose foi interessante perceber a discreta presença dos taninos.
         Finalmente, o Champagne. De cara já pude observar um perlage muito elegante e contínuo. No nariz se apresentou muito interessante, cítrico e mineral. Na boca, encorpado e persistente, com frutas amarelas e brancas, porém sem exageros.
          Os espumantes Brasileiros são reconhecidos mundialmente, e via de regra usam o mesmo corte dos vinhos de Champagne. Entretanto na comparação o Champagne me pareceu um produto melhor acabado, sem arestas, mais equilibrado e mais complexo. Contudo devemos levar em consideração que se tratava de faixa de preço/qualidade diferente, onde os nacionais custavam em torno de R$70,00 e a Champagne R$350,00.
          Por fim sinto-me mais seguro para escolher os vinhos espumantes que acompanharão meu fim-de-ano e as melhores maneiras de harmonizá-los.
          Nunca é demais lembrar que se você não está no pódio de um GP de Formula 1, não se deve agitar o vinho espumante e a remoção de sua rolha deve ser a mais discreta possível para preservar o gás carbônico. Caso seja um piloto frustrado, sugiro uma boa Espuma de Prata ou Cidra.

Os vinhos degustados foram:

Espumante Angueben Brut – Vale dos Vinhedos, Brasil
Espumante Cave Geisse Nature – Pinto Bandeira, Brasil
Lips Moscatel – Córsega, França
Lips Rose – Córsega, França
Champagne Fleury – Champagne, França