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terça-feira, 17 de julho de 2012
Que tal organizar um Queijos & Vinhos diferente?
Suponho que quem se interessou por este post esteja preocupado em realizar um evento bacana, onde se explore ao máximo o potencial harmônico dos Queijos e vinhos. Trata-se de uma combinação histórica e clássica, porém não simples. Em linhas gerais os encontros desse tipo são meio esquizofrênicos pois cada um leva um vinho diferente e consome os queijos sem muito critério.
Minha proposta é dividir o evento em 3 fases, que apresentem 2 a 3 queijos e 1 a 2 vinhos cada uma.
1ª fase:
- Queijos Macios frescos (Minas frescal, cottage, mussarela de Búfala, queijo de cabra fresco) e de Meia-Cura ( Brie e Camembert)
-Vinhos Espumantes (Brut, extra- Brut, Brut Nature), Vinhos brancos secos jovens (Gewürztraminer, Riesling, Sauvignon Blanc) Vinhos brancos estruturados ( Chardonnay Barricado, Sancerre, Chablis )e Vinhos tintos Leves (Pinot Noir, Valpolicella, Côtes du Rhône, ou um cru Beaujolais)
2ª Fase
- Queijos de massa semi-dura (emmental, gouda, gruyère e minas meia-cura) e de Massa Dura (parmesão, pecorino, minas curado e grana padano)
- Vinhos tintos de leves ou de médio corpo (Pinot Noir, Merlot, Carmenère, Barbera, Cabernet Franc) Vinhos tintos encorpados(Cabernet Sauvignon, Malbec, Shiraz, Chianti Classico, Rioja Reserva, Zinfandel Californiano)
3ª Fase
- Queijos Azuis (Gorgonzola, roquefort, stilton)
- Vinhos Doces (Sauternes, Tokaj, Late Harvest, Passito di Pantelleria) e Vinhos Fortificados ( Do Porto, Marsala, Madeira)
É interessante servir também alguns pães que só ajudam no almalgamar de sabores e texturas, tomando-se cuidado com os muito condimentados e recheados.
Mesmo parecendo muito elaborado, acho que esse sistema pode acrescentar muito prazer ao evento, tornando seu sucesso muito mais fácil.Caso realmente não seja possível passar pelas 3 fases sugiro limitar-se a segunda, evitando os extremos, tanto em relação aos vinhos quanto aos queijos.
Mãos a obra!!!
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
Dia-a-dia Harmonizado
Quando se fala em uma refeição harmonizada, logo pensamos em algo sofisticado, um evento. Mas não precisa ser assim. Basta cuidado e um pouquinho de planejamento para que possamos dar um upgrade nas refeiçoes do dia-a-dia.
Ontem foi um exemplo. Quarta feira, jogo do Corinthians, queria jantar algo leve e estava com vontade de tomar um vinho.
Optei por uma torta de espinafre e uma saladinha de folhas. Como estava frio, não me animei com vinhos brancos, que seriam minha primeira opção diante deste prato. Precisava de um tinto leve e fresco e meu budged não permitia um Borgonha.
Escolhi um Pinot Noir Uruguaio da vinícola Don Pascual, um grande produtor daquele pais, cujos vinhos nunca me decepcionaram. É importante registrar que não se deve esperar um resultado fenomenal das uvas Pinot Noir fora da Borgonha, sendo que a única região que se aproxima em microclima é a Marlborough na Nova Zelândia. Ajustadas as espectativas:
Olhos: Rubi mais intenso que o esperado para essa casta.
Nariz: Frutado (cereja), adocicado mas elegante. Um toque herbal. Um pouco de álcool no começo. mas logo se dissipou.
Boca: Boa acidez, corpo médio, frutado, taninos presentes mas discretos. Um vinho equilibrado, fácil de beber, porém sem complexidade.
Harmonização: com a torta o casamento foi ótimo, pois sua acidez e taninos se equilibraram muito bem com a leve untuosidade da torta, trazendo uma agradável experiência. Com a salada houve um certo conflito com a acidez do tempero. Acredito que a substituição por um molho de iogurte favoreceria a harmonização.
Indico esse vinho tranquilamente, desde que a expectativa esteja adequada. Um vinho simples, barato, mas muito honesto e equilibrado.
Até mais,
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Pinot com Chèvre
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| foto: Elina Teixeira |
Essa harmonização apareceu por um caminho bem tortuoso. Ela começou no dia que, finalmente ,assisti o filme Julie & Julia e resolvi que iria fazer o Boef Borguignon. Resolvido isso passei a buscar um Pino Noir acessível para a receita, pois não tenho coragem nem cacife para usar um Borgonha tinto. Comprado o vinho, fui resolver o que cozinharia para harmonizar. Deu para entender?
O Prato selecionado foi uma linda massa seca italiana que havia comprado em um empório tempos atrás, com um molho branco com Chèvre (queijo de cabra) . Minha ideia ao elaborar o prato era fazer algo leve, delicado, mas com um sabor marcante.
O Vinho escolhido foi o Trapiche Pinot Noir Varietals 2010

Olhos: Rubi claro brilhante característico dos vinhos desta casta.
Nariz: Aroma delicado de frutas vermelhas, um pouco de álcool, após alguns minutos na taça senti algo herbáceo também. Vinho sem muita complexidade de aromas, oque é esperado para essa idade e faixa de preço.
Boca: Médio corpo, vinho leve, refrescante, fácil de beber. Frutas vermelhas e boa acidez
Harmonização: correta. Nem um dos dois teve grande evolução com o encontro. O fato do vinho ser leve e refrescante ajudou a limpar a boca e prepara-la para próxima garfada. O azedinho do chèvre combinou bem com a acidez do vinho. Este prato comportaria tanto um vinho um pouco mais encorpado, como um carmenère ou um Tannat, quanto um vinho verde.
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